
Esses dias tenho ajudado uma amiga, que irá se casar no mês que vem, com os últimos ajustes para a cerimônia, principalmente no que diz respeito à sua produção (vestido, grinalda, acessórios, etc...).
Ao vasculhar a internet atrás de modelos de bouquets para sugerir a ela, encontrei essa linda imagem postada acima. Depois de passado o efeito da gargalhada, veio a inspiração e eu não poderia deixar de escrever algo sobre isso, afinal, devo confessar que, embora minha “ridiculice” (palavra inventada por um amigo, exclusivamente para mim) nunca tenha chegado à esse extremo, já cheguei bem perto de constrangimentos desse nível ao tentar agarrar um bouquet e não soltá-lo nunca mais...
Uma vez quase rasguei meu vestido ao esticar muito os braços a fim de que minhas chances aumentassem um pouco. Quando digo quase, significa que não houve perda total da roupa, e eu ainda pude usá-la novamente em outras festas, após uns ajustes... Mas isso foi o máximo que minha memória registrou. : )
Reconheço ser extremamente incoerente essa luta incessante por um ramalhete de orquídeas, rosas, ou qualquer outra. Sim, bouquet, nome chique que não passa de um monte de florezinhas (muitas vezes artificiais) que não servirão para nada alem de alimentar em nós a falsa sensação de conforto ao acreditarmos que, por causa dele, existirá a idéia de sermos a próxima a realizar o grande sonho.
Mas o que se há de fazer? Lutar contra uma tradição que, de certa forma, garante alguns minutos de descontração? Também não minto que me divirto horrores disputando bouquets. Acho engraçado os olhares desesperados das outras moças quando, espantadas por minha altura (1,80m) intimidam-se, e, geralmente, mandam-me para a última fileira de solteiras... É óbvio que o bouquet será barrado antes mesmo de chegar até mim, afinal, lá do fundão, a única coisa que pode vir às minhas mãos é algum enfeite de cabelo, de uma das desequilibradas da frente, que eventualmente despencará, em meio aos movimentos bruscos, ou algo do tipo.
Para o casamento dessa amiga, já estamos combinadíssimas: ela me prometeu mirar em minha direção, mesmo que tenha que jogar com mais “ânimo” para que ele chegue láááá atrás, onde, provavelmente, eu me encontrarei.
Será que obterei sucesso dessa vez? Bem, se não for agora, outros planos infalíveis virão... E rumo aos bouquets!