

Hoje fui fazer as unhas e aproveitei para ler uma revistinha de fofocas. É certo que, fora do salão de beleza e dos consultórios médicos, eu não tenho esse costume, mas, não vou mentir que, quando tenho oportunidade, eu até gosto de explorar o meu lado “mademoiselle”.
Infelizmente li uma reportagem que me deixou muito triste, até conversei com a manicure a respeito. Tratava-se do sofrimento atravessado pela atriz Farrah Fawcett, que está com câncer retal.
Embora lute a alguns anos, parece que a doença está se espalhando, tornando seu abatimento cada vez mais explícito, o que nos choca ainda mais haja vista a imagem que se via refletida no auge de sua carreira.
Toda vez que vejo algo assim, uma mulher que tanto brilhou no passado, praticamente desenganada, entregue a tão dolorosa expiação, eu reflito sobre como a estética, o dinheiro, a fama, e todo esse conjunto de coisas que leva a maioria das pessoas a passarem praticamente a vida toda lutando para alcançar, é efêmero. É óbvio que minhas palavras não passam de um belíssimo chavão. Clichê dos grandes eu assumo. Mas é inevitável não bater na mesma tecla, e dizer o que sinto diante da reflexão sobre nossa curta passagem aqui na Terra.
Para quem não se lembra, ela ficou famosa na TV americana ao integrar, na década de 70, o primeiro elenco da série "As Panteras". Eu me recordo dela, pois, quando era criança, gostava de assistir às reprises do seriado que a Globo exibia durante as tardes. Alem desse sucesso, ganhou alguns prêmios por filmes que também protagonizou. Um deles, que por sinal me marcou muito, foi Cama Ardente (The Burning Bed), que era baseado em fatos reais e narrava à história de uma mulher que sofria nas mãos do marido (muito antes da lei Maria da Penha).